- Vida & Lucros
- Posts
- 2026: O ano mais caro da história pra chamar atenção
2026: O ano mais caro da história pra chamar atenção
Vida & Lucros | Edição #089
Ultimamente, tenho passado bastante tempo em salas cheias de empreendedores.
Uns já estão faturando milhões todo mês, outros estão ainda começando a caminhada.
Mas todo mundo se pergunta se conseguirá segurar a onda no próximo ciclo.
Eu também penso assim.
Olhando pra tudo que está rolando — economia, política, feriados, eleições — fica claro que dá pra esquecer o modo automático.
Semana passada, saí do encontro presencial do Traktion (clube de estratégia de negócios fundado pelo Hendel Favarin, Josef Rubin e Flávio Augusto, do qual faço parte) com a visão de que 2026 vai ser o ano mais caro da história pra chamar a atenção.
E que se a gente não se preparar, vai sumir.
O cenário macroeconômico agora parece uma competição de força.
Mesmo que a Selic caia só um pouquinho, o Brasil continuará sendo o país dos juros altos por um bom tempo.
Isso deixa o crédito caro, dificulta o crescimento pra quem depende de financiamento, e cria obstáculos pra empresa que conta cada real.
A visão neutra é que vai ser difícil, mas dá pra jogar.
O lado crítico é que se você ainda depende de banco pra respirar, vai faltar ar.
Vai doer.
Por outro lado, quem tem reserva, capital e é disciplinado com grana, vai poder escolher o que outros vão ter de engolir.
A crise é cruel com os despreparados, mas generosa pra quem se organiza.
Mesmo com tudo isso, o consumo segue firme no Brasil, mesmo com juros altos, déficit público e toda essa instabilidade política.
Ou seja, o problema não é a demanda, porque o consumidor está aí, consumindo, buscando solução.
O desafio é ser visto por ele.
Encontrar o cliente é fácil.
Agora, ser notado por ele já está caro demais — e vai custar ainda mais.
E é aí que entra a jogada mais importante pra quem quer continuar no jogo: a moeda mais disputada da economia não vai ser o dólar, mas sim a atenção.
Todo mundo vai brigar por olhar, clique, foco e uns minutinhos do cliente.
Seremos você e eu lutando contra uma indústria gigante de informação, num cenário de polarização política como nunca antes visto, e o caos das campanhas eleitorais lotando os feeds e encarecendo ainda mais a aquisição.
Só como exemplo, nos primeiros 15 dias da eleição de 2022, o custo de mídia digital subiu 1.800%, e a expectativa é de que o CAC (Custo de Aquisição de Cliente) pode dobrar nos próximos dois anos.
Lead mais caro, contrato mais difícil, timeline mais apertada.
Amador aqui não sobreviverá.
Mas calma que ainda não acabou.
Tem outro fator vindo aí que não vai dar trégua pra quem não se planejou: a Copa do Mundo mais longa da história.
Serão 38 dias, 48 seleções e jogo em cima de jogo.
Na última Copa, sites perderam entre 50% e 60% de acesso em dias de jogos importantes do Brasil.
Times dispersos dentro da empresa, cliente com a cabeça em outro lugar e a rotina bagunçada.
Dá pra sofrer ou aceitar que esse sobe-e-desce é previsível e, portanto, dá pra gerenciar.
Enquanto uns vão reclamar, outros vão aproveitar e criar campanhas, ofertas e conversas alinhadas ao clima.
A Copa pode ser pedra no sapato ou oportunidade.
Cabe a quem planeja decidir de que lado quer estar.
Se o digital já estava caro, os algoritmos vão apertar ainda mais.
O SEO, por exemplo, mudou radicalmente.
Empresas que vendiam até 80% pelo inorgânico sentiram queda de até 40% no tráfego num único ano com IA nas buscas e novos modelos pipocando.
Se seu caixa depende de algoritmo, seu negócio não é exatamente seu.
O comercial direto e ativo, o relacionamento e a presença humana voltam ao jogo.
Ninguém no Google vai ligar pro seu cliente, perguntando se tá tudo bem.
Nenhum algoritmo gera confiança sozinho.
Ninguém deixa dinheiro com um banner.
📬 Um clique seu = apoio direto.
👉 Clique aqui — só isso.
Cada clique único neste link do patrocinador me ajuda a manter a Vida & Lucros no ar.
Sem cadastro, sem propaganda, sem pagar nada.
Se você curte o que lê aqui, essa é a forma mais simples de retribuir.
Falando em inteligência artificial (IA), quem acha que isso ainda é modinha já ficou pra trás.
IA não é moda, é presente.
Ela multiplica eficiência, libera tempo, corta retrabalho, protege margem, melhora resultado e entrega mais com menos.
Só que nada disso adianta se o caixa não fecha.
Esse foi um dos recados mais duros e urgentes do encontro do Traktion, principalmente pra quem é empreendedor no Brasil.
Se você não para pra planejar fluxo de caixa, tá brincando com a própria sobrevivência.
Com a reforma tributária, mais impostos passarão a ser retidos diretamente, sufocando ainda mais as margens e o caixa.
Venda parcelada sem juros parece um golaço, né?
Mas, basta olhar o valor presente pra ver que a margem real pode estar derretendo sem você notar.
O empreendedor brasileiro adora se enganar com faturamento.
Esquece que quem vive de receita morre de caixa.
Hoje tá bem claro quem vai ficar e quem vai sumir.
Negócios lentos, parados esperando a perfeição, se recusando testar, tratando tecnologia como “depois eu penso”, estão indo pro brejo.
Isso, na real, pode ser até bom pra quem tá jogando firme, porque, na medida que os amadores desaparecem, negócios adaptáveis ganham espaço com mais rapidez e menos concorrência.
O lado bom e duro do mercado em crise é que, cedo ou tarde, ele varre quem estava ali só pela teimosia.
E aí, quem tem capital, gestão, canais variados de venda e estratégia comercial, ocupa espaço e cresce.
Conhece o termo “cash is king”?
Pois é…
Quando o aperto chega, quem tem caixa compra tempo e leva vantagem.
Empresas mais preparadas compram concorrentes super desvalorizados, pegam clientes que ficaram sem fornecedor, expandem com custos menores, negociam melhor com o fornecedor, aumentam canais enquanto o algoritmo e os impostos sufocam os distraídos.
Isso é Darwinismo de empresa: crise é filtro, oportunidade é efeito colateral.
Crescer em 2026 não vai ser sair escalando a qualquer preço.
Muito pelo contrário.
Quem insistir nisso vai sofrer com CAC alto e caixa frágil.
Crescimento vai depender de três pilares: (1) proteger a margem, (2) segurar o caixa e (3) conseguir atenção do jeito certo, na hora certa, das pessoas certas.
Empreender sempre foi assumir risco.
Agora é assumir risco de forma estratégica.
Você pode reagir tarde e jogar a culpa em governo, feriados, Copa, Selic, dólar, algoritmos.
Ou pode começar agora, enquanto ainda dá pra escolher de que lado você quer estar quando o cenário ficar realmente difícil.
E se você quiser uma visão clara sobre o seu negócio e saber se ele está entre os que vão sobreviver ou ser engolidos, pode marcar uma SAP - Sessão de Análise Patrimonial comigo.
O objetivo da SAP é te ajudar a enxergar onde você está e até onde pode ir.
Porque não se trata de vencer em 2026.
O grande desafio é permanecer no jogo enquanto os outros caem.
Nos vemos domingo que vem, mas se o assunto for urgente, é só me chamar que a gente continua na conversa antes.
Até a próxima,
Gus
Você ainda não clicou?
Se o conteúdo de hoje te entregou valor, você tem mais uma chance de me dizer: “continua.”
Com um clique único seu em qualquer um dos links abaixo, eu recebo uma pequena remuneração do patrocinador — a Masterworks —, e é isso que ajuda a manter a Vida & Lucros gratuita pra você, sem cobranças e sem exigir assinatura.
Sem custo. Sem cadastro.
Só clicar. E isso já faz diferença.
Obrigado por estar aqui.
Last Time the Market Was This Expensive, Investors Waited 14 Years to Break Even
In 1999, the S&P 500 peaked. Then it took 14 years to gradually recover by 2013.
Today? Goldman Sachs sounds crazy forecasting 3% returns for 2024 to 2034.
But we’re currently seeing the highest price for the S&P 500 compared to earnings since the dot-com boom.
So, maybe that’s why they’re not alone; Vanguard projects about 5%.
In fact, now just about everything seems priced near all time highs. Equities, gold, crypto, etc.
But billionaires have long diversified a slice of their portfolios with one asset class that is poised to rebound.
It’s post war and contemporary art.
Sounds crazy, but over 70,000 investors have followed suit since 2019—with Masterworks.
You can invest in shares of artworks featuring Banksy, Basquiat, Picasso, and more.
24 exits later, results speak for themselves: net annualized returns like 14.6%, 17.6%, and 17.8%.*
My subscribers can skip the waitlist.
*Investing involves risk. Past performance is not indicative of future returns. Important Reg A disclosures: masterworks.com/cd.
Como você avalia a edição da newsletter hoje?Seu comentário é fundamental para melhorar os conteúdos que escrevo para você. |
Faça Login ou Inscrever-se para participar de pesquisas. |
Sessão de Análise Patrimonial (SAP)
Toda semana eu abro algumas vagas para a Sessão de Análise Patrimonial (SAP), um encontro individual comigo para quem quer entender, de forma prática, como proteger, fazer crescer e perpetuar o que construiu.
A SAP é gratuita, mas tem valor real: nela eu analiso seu cenário atual, identifico riscos e oportunidades e te entrego um plano de ação simples, direto e personalizado.
Se você sente que já construiu algo importante, mas ainda não tem clareza sobre a melhor forma de proteger ou expandir esse patrimônio, essa sessão é pra você.
🌿 O que alimenta a minha mente
Gosto de acreditar que o que consumimos molda o que construímos.
Livros, filmes, músicas — tudo o que alimenta a mente e o espírito também influencia nossas escolhas, nosso olhar e a forma como deixamos nossa marca no mundo.
Por isso, compartilho aqui um pouco do que tem me inspirado nos bastidores.
📚 Lendo:
De volta ao jogo: A história de sucesso, dramas e viradas do BTG Pactual — Ariane Abdallah
Conheça a trajetória do BTG Pactual, o maior banco de investimentos da América Latina. Com base em mais de uma centena de entrevistas e ampla pesquisa, Ariane Abdallah reconstitui a ascensão do banco e de seus protagonistas. Luiz Cezar Fernandes e André Esteves personificam duas gerações que chegaram ao topo do mercado financeiro e, entre glórias e quedas, sucesso e escândalos, enfrentaram o inferno. Uma narrativa intensa, repleta de poder, ego e ambição.
🎥 Assistindo:
Reputação corporativa como ativo estratégico, com André Esteves — RepCast
Morgan Housel, especialista em finanças pessoais, compartilha lições sobre as lutas ocultas de Warren Buffett, os sacrifícios de Elon Musk, traumas financeiros e hábitos de dinheiro, como investir com sabedoria e a psicologia por trás de economizar, gastar e ter sucesso. Ele explica por que mais dinheiro raramente traz felicidade, como a inveja e a comparação social levam ao consumo excessivo, por que riqueza extrema muitas vezes custa saúde e relacionamentos, e por que a verdadeira felicidade vem da família, amigos e saúde, e não do luxo.
🎧 Ouvindo:
Tiny Desk Brasil — YouTube
Curtindo muito o canal oficial do projeto Tiny Desk Brasil, baseado no formato original 'Tiny Desk Concerts", sucesso nos Estados Unidos. As apresentações da Sandra de Sá, do Péricles e da Céu estão especialmente demais!

Reply