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Ocupado demais pra sair do lugar
Vida & Lucros | Edição #097

Ultimamente, percebi algo que me incomodava: eu estava tão cheio de tarefas que parecia não conseguir sair do lugar.
Eu não estava desanimado nem com preguiça; na verdade, minha ambição estava no auge.
Queria crescer rápido, aproveitar todas as oportunidades e não deixar passar nada importante.
Eu participava de grupos de networking, marketing digital, mentorias, projetos internos e externos; tinha várias ideias para colocar em prática e usava aplicativos pra melhorar minha performance, produtividade e crescimento.
Cada iniciativa fazia sentido isoladamente e parecia um bom passo.
O problema é que, juntos, esses compromissos se transformaram em uma bola de neve negativa e em um ruído constante na minha vida.
Cheguei a um ponto em que estava envolvido em tantas frentes que nenhuma avançava como deveria.
E todo dia da semana eu tinha alguma(s) coisa(s) pra executar ou pra planejar.
Sentia um atraso constante por excesso de tarefas abertas e, mesmo sabendo — ou achando — que eu era plenamente capaz de realizar tudo, estava sempre devendo algo, sempre ocupado, cansado e, paradoxalmente, com pouca sensação de progresso.
Esse excesso geralmente nasce de um lugar positivo.
É o momento em que as coisas começam a funcionar.
Quando surgem convites, acessos e novas conexões.
Dá a impressão de que, se eu não entrar agora, vou perder algo importante.
E aí mora a armadilha.
Ter muitas possibilidades não significa que você vai avançar.
Frequentemente, isso resulta mais em dispersão sofisticada do que em avanço mesmo.
Dá a sensação de movimento, aprendizado e expansão, mas, na prática, só dilui atenção, energia e qualidade de execução.
Chega um momento na vida profissional em que o problema deixa de ser a falta de portas abertas e passa a ser o excesso delas.
Quase ninguém fala sobre isso.
O discurso do crescimento incentiva a adição: mais contatos, projetos, frentes, ferramentas.
Poucos falam sobre subtração, sobre fechar ciclos, sobre abandonar propositadamente coisas boas de propósito para preservar o que realmente importa.
Eu comecei a perceber o custo real ao me dar conta de que estava cansado com frequência, mas pouco satisfeito.
Aprendia coisas novas constantemente, mas aplicava pouco do que assimilava.
Ocupado, parecia caminhar em círculos.
Isso é um sinal que eu não podia mais ignorar.
Quando o conhecimento vira apenas consumo e não é colocado em prática, ele deixa de ser algo ativo e se torna uma distração.
O networking, ao se transformar em uma agenda cheia, mas sem profundidade, deixa de ser uma alavanca de crescimento e passa a ser só custo financeiro, de tempo e de bateria social.
E se um projeto novo aparece antes que o anterior tenha amadurecido, o crescimento dos dois fica frágil.
Foi nesse momento que precisei me perguntar: o que, de tudo isso, realmente está fazendo a diferença agora?
Essa pergunta elimina muitas coisas boas, e foi justamente por isso que me doeu.
Porque sair de grupos, cancelar mentorias, não renovar ferramentas e recusar projetos interessantes não é uma decisão técnica, mas é emocional.
Mexe com o ego, com o medo de ficar pra trás e a sensação de estar perdendo algo.
Mas a maturidade começa quando entendemos que não podemos acompanhar tudo.
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Nenhuma estratégia funciona sem renúncia.
No mundo financeiro, isso é claro.
Uma carteira muito diversificada, cheia de ativos medianos, com custos escondidos e complexidade desnecessária, tende a entregar menos retorno com mais risco.
Mesmo assim, muita gente aceita viver exatamente assim fora dos investimentos.
Vida dispersa.
Atenção dispersa.
Energia dispersa.
A gente se pergunta por que parece que nada realmente avança na nossa vida.
Quando comecei a reduzir as áreas em que atuava, algo interessante aconteceu: meu tempo ficou mais escasso, mas minha mente, mais clara.
As decisões passaram a ser mais simples, as prioridades, mais nítidas, e a ansiedade diminuiu.
Não é que eu tenha deixado de fazer mais; é que tudo começou a fazer sentido.
Ter menos coisas na cabeça não significa que eu tenha menos ambição.
Na verdade, significa que minha ambição está melhor direcionada.
Tudo o que mantenho na minha rotina passa por um filtro rigoroso.
Se não contribui diretamente para meu crescimento profissional, qualidade de vida ou ganhos financeiros concretos, simplesmente não entra.
Talvez mais tarde, talvez nunca — e tudo bem.
A parte mais difícil foi aceitar que eu não precisava de tantas informações, mas sim de mais silêncio.
Menos estímulos, menos promessas, menos distrações que se disfarçam de oportunidades.
Chega um momento em que acumular mais coisas se torna até irresponsável, e ter critério exige coragem pra nadar contra a corrente, pra sair do que 'todo mundo está fazendo' e pra parecer menos ocupado do que antes.
Faço menos coisas, mas faço melhor.
Com maior presença, profundidade e mais chances de transformar esforço em resultados reais.
Isso não quer dizer que as outras áreas estavam erradas; elas só não eram adequadas pra este momento.
Entender o 'agora' é uma das habilidades mais subestimadas da vida adulta.
No mundo dos investimentos, quem não sabe dizer não a bons ativos acaba com uma carteira confusa.
Na carreira, quem não sabe recusar bons projetos tem uma trajetória dispersa.
Na vida, quem não aprende a fechar portas vive cansado, sem saber exatamente o motivo.
Voltar ao básico não é enfraquecer a estratégia, mas sim fortalecê-la.
Menos barulho, mais foco.
Menos distração, mais propósito.
Tem um influencer cujo jargão de seu trabalho é: mais foco, menos ansiedade.
E é mesmo por aí.
Crescer talvez não signifique, agora, fazer mais coisas.
Pode ser mais sobre cuidar melhor do que realmente importa.
E isso, mesmo que não pareça algo grandioso pra quem observa, costuma ser a escolha que transforma tudo internamente.
Até a próxima,
Gus
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